Trump pune o Brasil para defender Bolsonaro – e somos nós que pagamos a conta

Imagem: Inteligência Artificial
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu aplicar uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto de 2025. A justificativa parece ser comercial, mas, na verdade, o motivo é político. Trump está irritado com o que ele chama de “perseguição” a Jair Bolsonaro, que está sendo julgado no Brasil por crimes graves, incluindo tentativa de golpe.

Em uma carta enviada ao presidente Lula, Trump disse que o julgamento de Bolsonaro é uma “vergonha internacional” e classificou o processo como uma “caça às bruxas”. A punição, segundo ele, vem por causa das decisões da Justiça brasileira — especialmente do Supremo Tribunal Federal — que têm investigado o ex-presidente. Ou seja, o Brasil está sendo penalizado por fazer o que é certo: aplicar a lei.

A tarifa vai atingir diretamente as exportações do Brasil para os Estados Unidos. Em 2024, o Brasil vendeu cerca de US$ 40 bilhões em produtos para os americanos, principalmente alimentos, minérios e produtos industrializados. Já os EUA venderam ainda mais: US$ 49 bilhões para o Brasil. Ou seja, os americanos já ganham mais com essa relação. E mesmo assim, Trump decidiu punir o lado brasileiro.

Com a nova tarifa, produtos brasileiros vão ficar mais caros no mercado americano. Isso pode reduzir as vendas, afetar empresas aqui dentro e até gerar desemprego. E tudo isso porque Trump quer proteger Bolsonaro e atacar o governo Lula. Quem paga essa conta? A gente.

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E tem mais. Trump mandou abrir uma investigação contra o Brasil, alegando que o país está sendo desleal no comércio e nas regras digitais. Mas especialistas acreditam que isso é só desculpa. A intenção real é pressionar o Brasil e mandar um recado para outros países que também estão se afastando do modelo de mundo dominado pelos Estados Unidos.

Um desses pontos de tensão é o dólar. Lula defendeu, na Cúpula do Brics, que países possam negociar usando suas próprias moedas e não dependam sempre do dólar. Isso incomoda Trump, porque o dólar é uma das maiores fontes de poder dos EUA no mundo. Ele sabe que, se o dólar deixar de ser dominante, os Estados Unidos perdem força. E aí, qualquer país que critique isso — como o Brasil — vira alvo.

Enquanto isso, o governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a carta de Trump. Mas fontes diplomáticas ouvidas pelo Panorama da Bahia dizem que a tarifa é “abusiva” e que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para se defender. A medida, se mantida, pode prejudicar bastante nossa economia nos próximos meses.

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No fim das contas, o que está acontecendo é o seguinte: Trump quer proteger Bolsonaro e está usando o poder da presidência dos Estados Unidos para isso. Mas quem sofre as consequências somos nós, brasileiros — com menos exportações, menos empregos e mais instabilidade. E tudo porque o Brasil está fazendo o que qualquer país democrático deve fazer: aplicar a lei a quem desrespeita a Constituição.

 

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Luciano Barreto é jornalista, pós-graduado em Comunicação Organizacional e Assessoria de Imprensa. Trabalhou como repórter na TV Aratu/SBT Bahia, TV Câmara Salvador, TVE Bahia, Rádio Educadora FM, A Tarde e Caderno de Notícias. É fotógrafo, social media e vídeomaker.

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