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Pelo duplo sentido nas músicas!

Musica
Foto: Pixabay
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Calma, não é nada disso que você está pensando! Ou pode ser. Fato é que o enorme acervo da música popular brasileira traz inúmeras subjetividades na interpretação das letras. O talento e a criatividade de artistas consagrados da MPB nos anos 1960 e 70 contrapontuou o discurso da ditadura empresarial-militar. Afinal, veículos de comunicação eram censurados e qualquer suspeita de oposição ao então governo era duramente reprimida.

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Durante a ditadura, divulgações de ideias contra o regime eram proibidas, mas ainda assim circularam, também através de quem com bodoques canhões enfrentou, fez da flor seu mais forte refrão, caminhou contra o vento dançando de sombrinha na corda bamba, saudando o Rio e Salvador, em reverência a quem daqui lutou.

A arte apavora e encanta! A depender de que lado alguém esteja. Não à toa, cultura e educação são escolhidas como alvos por quem tenta exercer, através do monopólio da força, seu domínio ideológico em prol dos poderosos. Nas trincheiras da subjetividade, quem o pensamento crítico tenta sabotar, à sua frente um palmo não pode enxergar. Tropeça, atordoado levanta, de supetão, mas o estrago foi feito, não com tiros, mas com voz e violão. Chico Buarque, Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Elis Regina e Gilberto Gil, entre mais artistas, usaram as armas que tinham contra os que um sentido apenas da música podiam interpretar. Mas que tanto estrago causaram ao país, até hoje com feridas que tanto demoram a cicatrizar.

Estamos em agosto de 2021 e o povo brasileiro está desiludido. O preço de tudo sobe com muita rapidez, nossos patrimônios têm sido “leiloados” sem pudor e o vírus que provoca a covid-19 continua matando centenas de pessoas todos os dias. Artistas se posicionam, mas pouca visibilidade têm as músicas críticas ao Governo Federal e tudo o que ele representa. Amanhã só vai ser um outro dia se não esperarmos acontecer, pois para lugar nenhum nós vamos: ficamos! O show de toda e todo artista deve continuar, e a quem neste Brasil persiste em acreditar e coragem tem para lutar: aquele abraço!

 

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Lucas Neves da Rocha Franco é formado em jornalismo e já foi repórter do Correio, Bahia Notícias, Bnews e Tribuna da Bahia. É também diretor e produtor do documentário “Fui Pra Rua e Volto Já”. Atualmente estuda produção audiovisual na Unijorge e é repórter do A Tarde.

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