O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (28) para manter a prisão do ex-jogador Robinho, condenado na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo. Seis dos onze ministros votaram contra o pedido de soltura, demonstrando a robustez da decisão que já havia sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Entre os votos pela manutenção da prisão, estão os dos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Apenas Gilmar Mendes votou a favor da libertação, argumentando que a prisão só poderia ser executada após o fim do processo de recursos.
Robinho cumpre pena desde março de 2024 no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo, após decisão do STJ que validou a sentença da Justiça italiana. A defesa contestou a aplicação da nova lei de migração, usada como base legal para a condenação no Brasil, alegando que ela não poderia retroagir para um crime cometido em 2013. O julgamento virtual continuará até sexta-feira (29).