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Varíola dos macacos: O que é, como se dá a transmissão e como evitar

Especialistas dizem que não há neste momento risco de uma epidemia, no entanto, as pessoas infectadas devem se isolar

Varíola dos macacos: O que é, como se dá a transmissão e como evitar
Foto: Reprodução BBC News
Foto: Reprodução BBC News

O crescimento da doença extremamente rara chamada varíola dos macacos tem colocado o mundo em alerta. Vista pela primeira vez em macacos de laboratório nos anos de 1950, a ‘varíola dos macacos’ teve o primeiro caso em humanos registrado em 1970 e ficou restrita a regiões remotas da África Ocidental e Central até 2003, quando chegou aos Estados Unidos.

Mas nada parecido com o que estamos vendo hoje, quando já existem registros da doença em ao menos 12 países, segundo boletim de sábado (21/05) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Outros 50 casos estão sob investigação, e a OMS acredita que novas notificações devem surgir nos próximos dias.

A doença já foi identificada em nove países europeus (Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Suécia), além de EUA, Canadá e Austrália. O Brasil não tem registro da doença ainda, mas o vírus foi identificado em um brasileiro de 26 anos na Alemanha, vindo de Portugal, após passar pela Espanha.

Varíola dos Macacos

Trata-se de uma infecção viral que geralmente se manifesta de forma leve – e a maioria dos pacientes se recupera em algumas semanas, segundo dados do National Health System (NHS), o sistema de saúde britânico.

Até o momento a varíola dos macacos não causa motivo para um alarme semelhante ao que foi dado com a chegada do novo coronavírus, no início de 2020 – até porque não se espalha tão facilmente e o risco de contaminação geral é apontado, por enquanto, como baixo.

Além disso, embora não haja uma vacina específica para esse vírus, a vacina contra a varíola tem alta eficácia, de 85%, porque os dois vírus são bastante parecidos.

Mas chama atenção o fato de a doença estar aparecendo em países onde não ocorria até agora. A OMS afirmou que o quadro atual é “atípico, porque (a doença) está ocorrendo em países onde ela não é endêmica”, e que vai ajudar os países afetados no monitoramento dos casos.

Transmissão

A varíola dos macacos é transmitida pela proximidade com uma pessoa infectada, com vírus podendo entrar no corpo pelo sistema respiratório, olhos, nariz, boca ou por lesões na pele. Apesar disso, a doença não se espalha facilmente.

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Entre os modos de infecção estão: a tosse ou espirro de pessoas com varíola dos macacos; o contato com bolhas ou feridas na pele dos doentes ou o contato com roupas, lençóis e toalhas de infectados.

Até agora, o vírus não foi descrito como uma doença sexualmente transmissível, mas pode ser passado durante a relação sexual pela proximidade entre as pessoas envolvidas.

Outros animais infectados, como macacos, ratos e esquilos, também podem transmitir a doença para humanos.

Sintomas

Após a infecção, a doença costuma se manifestar entre 5 e 21 dias, com sintomas como febre, dor de cabeça, dor nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, calafrios e exaustão. As erupções surgem na região da face e depois se espalham para o resto do corpo.

A coceira é persistente e dolorida e passa por diferentes estágios, podendo parecer catapora ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta até cair.

Tratamento

A melhor forma de prevenir surtos é com a vacinação: a vacina da varíola é capaz de prevenir a ampla maioria dos casos de varíola dos macacos. Drogas antivirais também podem ajudar. De modo geral, nos casos leves, a infecção passa por conta própria.

Devo me preocupar?

Especialistas no Reino Unido, onde há algumas dezenas de casos confirmados, dizem que não há neste momento risco de uma epidemia nacional. “É importante enfatizar que a varíola não se espalha facilmente e o risco para as pessoas em geral é bastante baixo”, disse Nick Phin, vice-diretor do Serviço Nacional de Infecção do departamento de Saúde Pública do Reino Unido.

Jonathan Ball, professor de virologia molecular da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, lembrou que, de 50 pessoas que tiveram contato com o primeiro paciente infectado no país, apenas uma apresentou sintomas.

Isso, segundo Ball, mostra como o vírus não é bastante eficiente em se alastrar. No entanto, especialistas reforçam que pessoas infectadas precisam se isolar para não correr o risco de passar a doença adiante.

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