Mulheres marcham em Lauro de Freitas contra o feminicídio: “A luta não pode parar”

Ato reuniu centenas em Vilas do Atlântico no Agosto Lilás, com apoio da Prefeitura e gritos por justiça e políticas públicas de proteção

Foto: Jean Victor/PMLF
Foto: Jean Victor/PMLF

Vestidas de preto e cheias de determinação, mulheres de Lauro de Freitas transformaram as ruas de Vilas do Atlântico em palco de resistência neste sábado (30). A caminhada, organizada pela Associação Divas de Villas com apoio da Prefeitura, fez parte da campanha Agosto Lilás e ecoou um grito coletivo pelo fim da violência de gênero e do feminicídio, crimes que ainda afetam a cidade e o país.

Frases como “Nenhum direito a menos” e “Lugar de mulher é onde ela quiser” marcaram o cortejo, que saiu da Avenida Praia de Itapoã e reuniu emoção, falas de ordem e diálogos sobre a importância do enfrentamento à violência doméstica. A prefeita Débora Regis participou do ato e alertou: “Precisamos unir forças e investir cada vez mais em políticas públicas que libertem nossas mulheres da violência. Não podemos aceitar que o fim dessa história seja uma tragédia, um feminicídio”.

A secretária da Mulher, Margeoire Neves, destacou a caminhada como espaço de informação, lembrando que a agressão começa antes do tapa e pode ser psicológica, sexual ou patrimonial. Ela orientou que as vítimas procurem a rede de apoio do município, que inclui CRAM, BPPM, Ronda Maria da Penha e NEAM. Josefa Coimbra, presidente da Associação Divas de Villas, reforçou que “o apoio do poder público é um passo fundamental para começar essa transformação”.

Para a moradora de Buraquinho, Camila Moura, de 45 anos, a marcha é um chamado à consciência coletiva. “A luta não pode parar! Enquanto estamos aqui, uma mulher está sofrendo, apanhando, sendo humilhada dentro de casa. Isso tem que acabar. O mundo não tem mais espaço para isso”, disse.

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A mobilização contou com apoio de diversas secretarias municipais, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e representantes do legislativo. O ato terminou com um forte sentimento de união e resistência, símbolo de que a luta das mulheres de Lauro de Freitas segue firme e necessária.

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