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Marta critica falta de transparência da Prefeitura em projeto de teleférico no Subúrbio Ferroviário

Projeto que atravessa área de proteção permanente e território sagrado preocupa comunidade e ambientalistas

Foto: Luciano Barreto/PB
Foto: Luciano Barreto/PB

Na última sexta-feira (23), a vereadora Marta Rodrigues (PT) lançou duras críticas à Prefeitura de Salvador, apontando a ausência de transparência, estudos técnicos e diálogo com a população e a Câmara Municipal em relação ao projeto de construção de um teleférico no Subúrbio Ferroviário. A proposta, que visa conectar Praia Grande ao bairro de Campinas de Pirajá em um trajeto de 4,3 km, é de responsabilidade da Fundação Mario Leal Ferreira. Clique aqui e siga nosso canal no WhatsApp.

Marta Rodrigues destacou que o projeto, ao passar sobre o Parque São Bartolomeu, uma área de proteção permanente (APP) com extensas áreas de Mata Atlântica e considerado sagrado pelas religiões de matriz africana, desperta grande preocupação. “Os moradores, frequentadores e a comunidade no entorno do parque estão completamente temerosos dos impactos e sequer foram consultados para avaliar os estudos técnicos e o projeto em si. Eles temem que uma das pilastras de sustentação do teleférico, conforme apresentado nos slides, possa afetar uma nascente da Cachoeira de Oxumarê”, alertou a vereadora.

Além disso, Marta ressaltou que o projeto tem sido alvo de críticas de moradores e ambientalistas não apenas pela falta de diálogo e de estudos técnicos, mas também pelos possíveis danos ambientais. “Com um projeto dessa magnitude, sem diálogo e transparência, a prefeitura demonstra seu desinteresse pela participação popular e ignora as preocupações da comunidade. Foi assim com o túnel megalomaníaco proposto para o Centro Antigo, que foi rejeitado pela opinião pública. Agora estamos lidando com um teleférico que atravessa um dos pulmões da cidade sem estudos técnicos ou discussões com especialistas e a comunidade”, denunciou a vereadora.

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Vandson Teixeira, morador da região e integrante do projeto cultural Face Oculta, também cobrou da prefeitura o cumprimento da lei da transparência e a proteção do Parque São Bartolomeu. “O que sabemos é que um dos pilares da construção pode afetar uma nascente importante para a APP. Trata-se de uma cachoeira relevante para o candomblé e uma área ambientalmente rica”, afirmou Teixeira.

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