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Guerra na Ucrânia: Tanques russos avançam e chegam aos arredores de Kiev

Metade da população da cidade fugiu desde o início da invasão russa

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Foto: Maxar/Twitter
Foto: Maxar/Twitter

Seguindo a estratégia da Rússia de cercar as grandes cidades da Ucrânia, nesta quinta-feira (10), os tanques russos chegaram aos arredores de Kiev. A invasão deve acontecer a qualquer momento, provocando um êxodo em massa para países da União Europeia (UE), que se prepara para receber “milhões” de refugiados.

De acordo com uma agência de notícias local, colunas de fumaça foram vistas no solo, na cidade de Skybyn, a algumas centenas de metros do último posto de controle no extremo nordeste de Kiev. Os tanques russos já haviam chegado aos subúrbios do norte e do oeste. A cinco quilômetros da capital, a cidade de Velyka Dymerka foi alvo de foguetes russos Grad.

Segundo o Estado-Maior ucraniano, as forças russas continuam avançando para cercar Kiev sem descuidar de outras frentes, como as cidades de Izium, Petrovske, Sumy, Ojtyrka e a região de Donestsk.

Os Estados Unidos e seus aliados da UE disseram que estão considerando novas sanções contra a Rússia devido a sinais de uma “escalada” nos ataques a civis.

80 mil evacuados em dois dias

Ao redor das maiores cidades ucranianas, a Rússia obriga milhares de civis a passaram dias se protegendo de bombardeios em porões e abrigos improvisados. Em alguns lugares, a situação humanitária é crítica, segundo testemunhas.

De acordo com um representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Sasha Volkov, os habitantes de Mariupol, um porto estratégico no Mar de Azov, “começaram a brigar por comida”. Segundo Volkov, “todas as lojas e farmácias foram saqueadas há quatro ou cinco dias”.

Em Kiev, metade da população fugiu desde o início da invasão, relatou o prefeito Vitali Klitschko. E mais de 80.000 pessoas foram evacuadas em dois dias da cidade sitiada de Sumy e nos arredores de Kiev, segundo o governo ucraniano.

Em duas semanas, a UE recebeu mais de 2 milhões de refugiados ucranianos, um número apenas comparável ao afluxo de requerentes de asilo, principalmente sírios, entre 2015 e 2016.

A comissária europeia para o Interior, Ylva Johansson, acredita que o fluxo não parou. “Vamos ver cada vez mais pessoas fugindo da Ucrânia (…) Não sabemos exatamente quantos, mas eu diria milhões”, estimou a comissária sueca, que considera a situação “um desafio muito grande” para os 27 membros da UE.

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