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“É preciso resistir”, afirma liderança do MPA em evento no dia das trabalhadoras rurais

Data foi celebrada com café e bate-papo nesta quarta-feira, em Salvador

Foto: Ascom/Cáritas
Foto: Ascom/Cáritas

A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3 realizou, nesta quarta-feira (25) o “Café com bate-papo: mulheres que semeiam, cuidam e alimentam”. A iniciativa celebra o dia da trabalhadora rural na luta por um futuro mais justo e igualitário paras as mulheres do campo.

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Participando da atividade, agentes Cáritas foram contemplados com o diálogo sobre o cotidiano e as lutas das trabalhadoras rurais. O bate-papo foi guiado pela camponesa, integrante da direção estadual do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) em Sergipe, agente Cáritas na Diocese de Propriá (SE) e membro do Conselho Regional da Cáritas, Elielma Barros.

“Estamos vivendo uma conjuntura difícil e a mensagem que eu deixo para todas as mulheres do campo é que cada dia mais a gente consiga resistir na produção de alimentos, guardando sementes, sendo as guardiãs da agrobiodiversidade. Somos nós as guardiãs das ervas medicinais e de saberes. Que nossas ancestrais nos inspirem cada vez mais a sermos resistência e força em nossos territórios”, afirma Barros.

Para Elielma, a atuação em conjunto unindo entidades em prol das lutas do campo é fundamental par a garantia de avanços. “A Cáritas atua em rede e consegue unificar a pauta das organizações do campo e da cidade. Junto com o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e os movimentos sociais do campo, conseguimos unificar as bandeiras de luta, organização e empoderamento a partir da base, dos grupos produtivos – especificamente as mulheres e juventudes – buscando trabalhar os biomas, convivência com o semiárido e a geração de renda para mulheres”, acrescenta.

“O Dia da Trabalhadora Rural deve ser celebrado todos os dias pois preciosas são as lutas daquelas e daqueles que semeiam vida, cuidam dos princípios de justiça e seguem sendo, por meio da agricultura familiar, as maiores produtoras de alimentos e de esperanças – mesmo quando a fome volta a ser uma triste realidade de uma parcela significativa de famílias brasileiras”, destaca a assessora regional da Cáritas Nordeste 3, Flávia Palha.

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