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Documentário soteropolitano, Mãe Solo é exibido em mostra em Paris

Curta-metragem retrata uma realidade difícil e comum a 20 milhões de mães solteiras no Brasil e que se agravou com a pandemia

Mae Solo
Foto: Divulgação Mãe Solo
Foto: Divulgação Mãe Solo

O documentário em curta-metragem soteropolitano “Mãe Solo” foi uma das produções exibidas no último sábado (5), durante a semana do Dia Internacional da Mulher, na Semaine de Cinéma de Femmes d’Amérique du Sud. O evento, sediado no Cinema Reflet Médicis, em Paris, apresentou filmes sul-americanos acerca da vida das mulheres.

Dirigido por Camila de Moraes, de 34 anos, o filme retrata em 15 minutos as histórias de duas mulheres negras da capital baiana, que criam seus filhos sozinhas, suscitando reflexões sobre as desigualdades sociais, raciais e de gênero, enfrentadas por essas mães, desprovidas de apoio paternal ou público para educar suas crianças.

“É uma realidade comum a 20 milhões de mães solteiras no Brasil e que se agravou com a pandemia, também capturada pelo filme. Representamos as mulheres negras que têm de se reinventar a todo instante para sustentar suas famílias, através de Queisiane Santos, uma esteticista de 24 anos, e Lúcia Batista, diarista de 63 anos”, resume Camila.

A diretora, que já teve outros trabalhos reconhecidos, como o longa-metragem “O caso do homem errado”, indicado ao Oscar, observa que a maioria da equipe de produção do “Mãe Solo”, totalmente negra e 60% feminina, vivenciou essa situação, seja como mãe solteira ou na condição de filhos delas. Esse aspecto contribui para a veracidade do filme e para o ímpeto de realizá-lo, como um instrumento de transformação social.

Rompendo fronteiras – Camila ressaltou ainda a importância do intercâmbio e dos diálogos proporcionados pela mostra em Paris. “É a primeira vez que o filme e a equipe estão indo para a Europa, o que sinaliza o poder que o audiovisual tem de atravessar fronteiras e ampliar o debate. No momento em que mostramos o abandono das mães solo de Salvador, da Fazenda Grande, de Castelo Branco, tocamos numa realidade de diversas periferias do Brasil e que se amplia mundo afora”, disse.

Com R$50 mil do apoio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, via Prêmio Conceição Senna de Audiovisual, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), o curta foi idealizado pelo diretor teatral e líder comunitário Marcos Dias, com roteiro assinado por Nane Sacramento e Danilo Stael, produção de Josy Miranda, Marcos Dias e Danilo Stael (através da produtora Aworan) e direção de Camila de Moraes, que também assina a edição e montagem, junto com Gabriel Silva.

“Mãe Solo” foi finalizado em 2021 e começou a ser exibido em festivais desde fevereiro deste ano, quando também entrou para a programação do Canal Brasil.

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