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Acampamento do MST em São Paulo é alvo de tiros na madrugada deste domingo

Felizmente, não há registro de feridos

Acampamento do MST em São Paulo é alvo de tiros na madrugada deste domingo
Foto: Wellington Lenon
Foto: Wellington Lenon

Na madrugada deste domingo (10), por volta das 3h, um homem não identificado realizou disparos de arma de fogo na direção da portaria do acampamento Marielle Vive, em Valinhos, no interior de São Paulo. O ataque ocorreu poucos dias após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a suspensão dos despejos na pandemia até 30 de junho de 2022.

No momento dos tiros, várias pessoas estavam no local. Elas relataram ter visto um homem branco, sozinho, rondando o local em um carro com a placa coberta, quando de repente ele deferiu vários tiros contra o acampamento e em seguida acelerou sentido a cidade de Valinhos. “As pessoas tentaram se proteger; a maior parte se jogou no chão. Felizmente ninguém se feriu”, disse o MST.

Este não é o primeiro ataque sofrido pelas famílias do acampamento Marielle Vive. No dia 18 de julho de 2019, o trabalhador Luís Ferreira foi assassinado no mesmo local em que o atirador agora ameaçou. O seu assassino (Léo Ribeiro), réu confesso, está solto por decisão do sistema de justiça.

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Em nota, o MST pede investigação às autoridades de segurança. “Conclamamos a todas e todos contrários à violência, à política de ódio e a estes tipos de ataques e ameaças contra a integridade destas famílias a denunciarem o fato para coibir os fascistas de plantão que se sentem livres para cometer seus crimes na calada da noite. Não podemos aceitar! Em particular às autoridades responsáveis, como a polícia e o Ministério Público, que devem investigar os fatos para punir os responsáveis”, escreveu.

A partir desta segunda-feira (11), cerca de 3,5 mil trabalhadores rurais integrantes do MST Bahia, percorrerão 118 quilômetros de Feira de Santana a Salvador, em marcha, com o objetivo de chamar a atenção do Poder Público para a necessidade da reforma agrária, a violência contra os trabalhadores do campo e o agravamento da crise econômica com o aumento da fome e o desemprego.

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