O tenente-coronel Mauro Cid afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (14), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) leu e pediu alterações no documento que ficou conhecido como minuta do golpe. Segundo Cid, o texto previa inicialmente a prisão de ministros do STF, incluindo Moraes e Rodrigo Pacheco, e a convocação de novas eleições.
O militar, que era ajudante de ordens de Bolsonaro e hoje é delator, relatou que Filipe Martins levou um jurista a duas reuniões com o então presidente para apresentar a proposta. “O documento era composto de duas partes. A primeira parte eram os considerandos. A segunda, a prisão de autoridades e a decretação de eleições”, disse Cid.
O depoimento, feito por videoconferência, integra a nova fase do processo que investiga os núcleos da trama golpista. A partir desta terça (15), o STF começa a ouvir as testemunhas de defesa dos réus envolvidos nos núcleos 2, 3 e 4 da investigação.